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Pesquisas eleitorais Empec

O que são, para que servem e como são feitas…

Pesquisas políticas sempre foram amplamente utilizadas para subsidiar estratégias de marketing eleitoral. Em geral, são feitas por amostragem e tomam como universo o conjunto dos eleitores de determinada região, cidade ou país. Nestes tipos de pesquisa, são levantadas questões como popularidade, chances de vitória, avaliação da gestão de governos, opinião sobre a pessoa do ocupante do executivo ou de um determinado candidato (qualidades e defeitos), rejeição, etc. Graças às tecnologias da informática, essas informações são facilmente cruzadas com atributos associados aos eleitores (renda, idade, instrução, sexo), determinando um mapa detalhado para variados tipos de estratégias. A precisão do alvo reduz custos de campanha e aumenta a probabilidade de acerto das estratégias adotadas.

São bem conhecidas as perguntas ou dúvidas constantemente formuladas por prefeitos, governos, parlamentares, candidatos, líderes partidários e até mesmo financiadores de campanha: “que candidato devemos apoiar?”; “Se eu me candidatar novamente, que chances tenho de me reeleger?”. “É vantajoso contar com o apoio ou ter a imagem associada àquele candidato ou prefeito?”. Quais são os melhores meios de comunicação a serem utilizados na campanha? “Que problemas determinados grupos de eleitores gostariam que fossem resolvidos?” As pesquisas fornecem subsídios para uma resposta mais acertada a essas perguntas.

Existem várias questões implicadas nos resultados das pesquisas eleitorais. Por exemplo, um prefeito com um boa avaliação popular está em melhores condições de negociar apoio de políticos nos postos de deputado ou governador, inclusive no que se refere a liberação de recursos. Uma avaliação favorável implica ainda num ambiente psicológico que afeta favoravelmente o trabalho (aumenta a auto-estima) de toda a equipe de governo, sem mencionar que pode eventualmente contribuir para amenizar a oposição proveniente da mídia e de outros políticos. Na verdade, todas as relações políticas e sociais do ambiente de governo são modificadas quando o prefeito ou governador pode mostrar que está bem avaliado pela população.

Evidentemente, uma avaliação ruim pode configurar um “inferno astral”, mas cabe ao executivo tomar conhecimento do problema e tomar as providências para reverter o quadro.

A escolha de candidatos em convenções partidárias constitui outra aplicação freqüente das pesquisas eleitorais. As pesquisas indicam qual candidato é mais popular ou preferido pela população e isso pesa consideravelmente no processo de escolha. É evidente que não se pode tomar decisões baseando-se exclusivamente em pesquisas de opinião, até porque a mudança da opinião pública pode ser uma das principais questões implicadas. O que estamos dizendo é que essas pesquisas trazem novos elementos e dados importantes para o contexto da escolha.

Outras informações complementares e de grande valor para as estratégias de marketing, também obtidas através das pesquisas, referem-se aos meios de comunicação preferidos ou mais utilizados pelos eleitores. Há, ainda, aquelas informações que retratam as reivindicações dos eleitores quanto aos principais problemas que esperam ser solucionados, seja para o conjunto da cidade ou região, seja no âmbito do bairro onde mora. Essas informações são relevantes para o direcionamento das ações de governo, mas também são utilizadas para a formulação do discurso e da plataforma de campanha dos candidatos.

É preciso tomar certos cuidados com as pesquisas de opinião. Em primeiro lugar, é preciso certificar-se de que a metodologia utilizada é correta. Em se tratando de pesquisas amostrais, cada eleitor deve ter a mesma chance de ser sorteado. Por exemplo, algumas empresas realizam pesquisas por telefone e depois divulgam os resultados como se fossem a opinião geral dos eleitores. Nada mais falso, já que a grande maioria não possui telefone.

Segundo, o tamanho da amostra e as ponderações utilizadas devem ser condizentes com a margem de erro, o intervalo de confiança e com as respostas que se pretende obter através da pesquisa.

Terceiro, o conteúdo do questionário e a forma como o entrevistador aborda o eleitor devem ser cuidadosamente planejados para evitar viés, tendenciosidade ou dubiedade interpretativa. Por exemplo, perguntar “O que você acha do atual prefeito?” é diferente de perguntar “O que você acha da administração do atual prefeito?”. No primeiro caso, parcela dos eleitores pode ser levada a responder pensando na pessoa do prefeito, mas o objetivo era avaliar o seu governo. Por outro lado, os entrevistadores devem ser orientados a assumirem posturas objetivas e adequadas ao contexto da entrevista.

Em quarto lugar, é preciso ter claro que as pesquisas de opinião registram as opiniões dos eleitores em momentos específicos do tempo e estão sujeitas a todo tipo de influência: propagandas, denúncias, catástrofes, afirmações inesperadas de determinado candidato, muitas vezes ampliadas pela mídia, provocam uma verdadeira “dança” dos números.

Finalmente, uma palavra sobre a divulgação dos resultados. A lei eleitoral exige o registro prévio de pesquisas de intenção de voto, para que os critérios e metodologia utilizados possam estar a disposição do público e serem eventualmente contestados. Por outro lado, a divulgação deve ser fiel aos resultados obtidos e, mesmo que o jornalista ou responsável faça sua própria avaliação, é preciso assegurar que os números sejam expostos na íntegra, de forma que o leitor possa tirar suas próprias conclusões.

O principal problema das pesquisas políticas é de ordem financeira: o custo pode torná-las muitas vezes inacessíveis a políticos de menor poder aquisitivo ou a pequenas prefeituras do interior. Felizmente, essa realidade está mudando com iniciativas como a do Instituto Empec, que vem desenvolvendo trabalhos de qualidade em condições acessíveis a este segmento.

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